Este blogue existe há cerca de 5 anos, e não é um blogue anónimo.
Aqui escrevo, devidamente identificada no perfil ("Quem Assobia").
Os que aqui me visitam sabem que este espaço não é anónimo e que aqui são respeitados os direitos de autor. Logo que redigi o texto, a 09 de março (portanto, antes da manifestação), disponibilizei-o na minha página do Facebook.
Não faço ideia por que razão o texto foi atribuído a Mia Couto. Nada fiz por isso. Costumo defender as minhas ideias sem precisar de me esconder atrás de outras pessoas. Quanto à forma como escrevo, ela está patente aos olhos de toda a gente (por exemplo, aqui no "Assobio"), basta querer ler textos anteriores.
O próprio Mia Couto me pede que desfaça o equívoco... Não estamos a ficar um pouco loucos?
Tenho de ser eu a dizer que o meu texto não é de Mia Couto? Ora essa!...
O equívoco com Mia Couto não é o único; já me acusaram de ter usurpado o texto a mais um ou dois autores, naquilo que considero serem deliciosas manifestações de distorção intelectual...
Quando decidi escrever sobre este assunto, limitei-me a expressar o meu ponto de vista, como tenho feito aqui, a propósito de outros temáticas, e como é meu hábito fazer no quotidiano. Evidentemente, não descobri a pólvora nem sou dona da verdade, nem reclamo qualquer talhão no cemitério das ideias absolutamente originais. Com tanta gente a escrever sobre o mesmo...
Uma coisa é certa - o plágio não é compatível com os meus valores. Dito isto, não posso deixar de dizer que me tenho divertido com os insultos de alguns comentadores empenhados em acusarem-me de plágio.
A propósito de comentários: todos (mesmo os anónimos) têm sido publicados, com dois tipos de excepção:
a) os que contêm insultos ou um nível de língua muito abaixo do padrão;
b) os que são mais extensos do que o meu próprio "post": quem tem tanto para dizer pode talvez criar um blogue para fazer ouvir condignamente a sua voz.
Todos os outros comentários são, obviamente, bem vindos, sobretudo quando enriquecem de forma saudável a discussão.
Lamento apenas que alguns comentários revelem tamanha dificuldade de interpretação do que escrevi, e que vejam neste meu post um ataque às novas gerações. Às vezes, o nível de distorção do meu pensamento é tal que me pergunto se não estaremos, de facto, perante formas subtis e requintadas de iliteracia... o que só dá razão ao que escrevi.
26 bufadelas:
Concordo consigo nesta última frase "Às vezes, o nível de distorção do meu pensamento é tal que me pergunto se não estaremos, de facto, perante formas subtis e requintadas de iliteracia... o que só dá razão ao que escrevi."
Eu até acrescento a questão, quantos desses comentadores iliterados são nossoa patrões, gestores e/ ou governantes?
Há fenómenos culturais e sociais que mudaram muito pouco (ou mesmo nada) desde do tempo desta canção:
http://www.youtube.com/watch?v=LbZLQjrB0No
Pois eu fui uma das que chamei a atenção no Facebook para esta situação e acabo de o fazer para quem em reenviou um e-mail com o post em causa!
abraço
ola assobio :) os meus parabens pelo teu texto. uma verdadeira pedrada neste charco pestilento que teima em ser o nosso pais. teria muito prazer em ser teu amigo no facebook. sera que me permites?
Edgar Pedro
hasta!
Olá,
Eu publiquei este texto no Maning Nice (http://treza.blogs.sapo.mz/13611.html) como sendo de Mia Couto pois foi com essa indicação que o recebi por email.
Agradeço o seu comentário informando-me de tal e depois do qual corrigi as indicações de autoria do mesmo (Ah, também informei quem mo enviou da correcta informação sobre a sua origem)
De resto, parece-me que ser acusada de plágio pode ser traduzido num reconhecimento da qualidade dos seus textos :-D
Ainda que não concorde totalmente com o texto, andava há que tempos em busca do autor verdadeiro. :)
Não concordo com a descrição que é feita da geração à rasca...acho que cai na faixa etária errada, a geração dos mimos e do facilitismo não é claramente esta e, adoptando-a como minha, não me revejo em nada nessas palavras. Os nossos pais fizeram por nós aquilo que os pais deles fizeram por eles à luz das suas possibilidades e há-de ser sempre assim...Quem nos pôs à rasca foram as más políticas de tudo um pouco e não não os mimos (hmm que bom) que os nossos pais nos deram.
Discordo do texto apenas pela generalização que me transmite e também pela falta de fundamento. E realmente parece-me um ataque a uma ou várias gerações. Ou então sou eu que sou iliterado por não ter capacidae de interpretar o seu texto. Perdoe-me a ironia :)
Existem certamente muitos jovens que se enquadram no perfil que descreve, mas existem muitos mais que não. E existem também muitos mais responsáveis pela situação que estas gerações atravessam para além deles próprios e dos pais.
Os planeamentos dos programas e cursos univrsitários, as apostas governativas, a submissão à CE, enfim... pano para mangas. Não culpemos os mimados de tudo.
Ainda assim felicito-a por lançar este debate.
Abraço
A. Moreira
O texto é pobre, estereotipa e faz juízo de valor abusivo das gerações mais jovens que se manifestam por melhores condições laborais. Mas também das gerações menos jovens, que se manifestaram aos milhares nas ruas de algumas cidades portuguesas.
De facto, é preocupante que milhares de pessoas, mais ou menos jovens, vivam na precariedade, com vencimentos abaixo do ordenado mínimo, com falsos recibos verdes e que outros seus conterrâneos, aos quais esta situação claramente não afecta, ignorem este verdadeiro drama social transversal a todas as gerações e classifiquem o inconformismo de quem se encontra em dificuldades como mimo fruto de uma educação privilegiada. A alguns certamente que se aplicará este conceito, à grande maioria não. Há muitos outros factores, políticos, sociais que conduziram a esta situação, os nossos governantes foram mimados e estragados com cargos de conveniência, fundos europeus e falta de rigor orçamental durante as últimas décadas, e aí sim nossa culpa que votamos neles.
A segunda grande vaga de emigração está aí, e é aproveitar enquanto ainda vai havendo algum mercado lá fora, onde os jovens provavelmente tiveram uma educação menos privilegiada, e não podemos culpar os nossos jovens que partem, porque certamente que preferiam cá ficar, mas partem para países, onde o trabalho tem mais valor, em busca de um futuro melhor, para poderem eles também, “estragar” os seus filhos com mimos.
Não creio que a culpa seja "só" dos pais, mas também não é isso que diz o texto do assobio!
Concordo com o que diz, embora não me reveja, pois trabalhei para estudar e não ouvi nãos porque nem tive o hábito de pedir, mas de lutar pelo que queria, ou compreender que não podia... Hoje dou mais aos meus filhos, porque posso, embora com sacrifício,e me dá prazer vê-los felizes, mas ensino-lhes o não quotidianamente, bem como o valor do trabalho, do esforço para se conseguir algo e até o prazer em lutar pelo que se quer! Atingir por meios próprios o que se deseja, ter valor para conseguir, não esperando que caia do céu é um valor precioso. Aprender a pescer, se me entendem... Também creio, porque vejo, assisto, em casa de familiares e amigos, que se quer emprego e bem remunerado, trabalho não. Recordo que eu trabalhei, muito mal remunerada, em áreas distintas e longe do que queria...Não é sempre assim, mas uma boa fatia dos jovens é efectivamente assim, sem sequer ter consciência de tal. Bem perto vejo o caso de alguém que estuda na faculdade, reprova, exige e acha que é obrigação dos pais... será?! Então não é maior? Não vota? Eu teria vergonha! Desde nova pensei que ninguém tinha obrigação, eu teria de lutar, era o meu dever...
Peço desculpa por não ser tão prolixa, genial, nem me dar ao trabalho para tal, mas aqui vão uns míseros pensamentos.
Olá Maria,
Agradeço ter identificado o texto no meu blog. Na realidade chegou-me via mail e achei que valeria a pena partilhar. Muitos paarabéns pela forma brilhante e simples com que expos algo que todos teimam em não ver.
Obrigada
Cara Ana queria apenas dizer-lhe que compreendo perfeitamente a indignação que advém da atribuição uma criação nossa a outra pessoa. No entanto, veja pelo lado positivo: Mia Couto é um escritor extraordinário. Com isto quererei dizer que o seu texto tem provavelmente grande valor...
Postei no Facebook, como se fosse de Mia, porque assim o recebi, lá digo que assino em baixo de tudo o que está escrito, sendo seu, parabéns e vou retificar em notas onde o coloquei.
Paula
Vou de anónimo porque as outras tentativas não deram certo
meu email paula.xavier@uol.com.br
Meu nome completo
Paula Xavier Castanheira
Olá, bom dia
Eu recebi por email esse texto com autoria atribuída a Mia Couto. Reencaminhei para os meus contactos e hoje recebi informação de que o mesmo não pertence a Mia Couto, remetendo-me para este blog.
Lamento muito ter concorrido um pouco para a difusão dessa mentira, do que peço desculpa, ainda que eu não pudesse adivinhar que estava a incorrer num erro.
Infelizmente, a cada dia que passa menos se pode confiar no que circula na Net.
Lembras-te do que aconteceu com Gabriel Garcia Marques e a "sua" famosa carta de despedida...
É triste que seja assim.
Já que aqui estou, perante a verdadeira autora do "Geração à Rasca - A Nossa Culpa", aproveito para dizer que gostei imenso do texto - tanto que o reencaminhei para os meus contactos... :) - e que concordo inteiramente com a tua opinião.
Desculpa ter-me alongado tanto, mas parece-me que o assunto merece:)
Uma boa semana. Beijinhos
Ah! Anotei o endereço nos Favoritos e, sempre que possível, passarei por cá, pois agradou-me muito este espaço.
Voltei só para dizer (esqueci no comentário anterior) que irei enviar o desmentido para os meus contactos.(aliás, acabei de o fazer)
Um dia feliz. Beijinhos
Sou o exemplo vivo do que diz, fiz/faço tudo isso pela minha filha, digo-me generosa, e penso “se eu vivo bem (?) pq não lhe hei-de proporcionar Tb algum bem estar,” o certo é que felizmente e embora a recibo verde não anda à rasca, vai á luta todos os dias, incluindo alguns sábados e domingos, não lhe caem os parentes na lama qdo tem que fazer alguma coisa que sai do âmbito da profissão (dela), e tem impostos em dia.
Se alguém tiver conhecimento de um texto que aponte para uma solução possível, agradecia a partilha do mesmo.
Acabo por me encontrar cansado de tanto queixume.
É que enquanto apontamos o dedo acabamos por ter o braço e a mão a obstruir o que podiamos estar a ver para a frente...talvez seja isso que não nos deixa encontrar soluções...talvez estejam "escondidas" atrás do que andamos a tapar com o acto de apontar...
Acho, acima de tudo, fantástico que apesar de termos tão graves situações para resolver andemos a tentar descobrir quem é o melhor a apontar o que está mal...sinceramente não percebo o que iremos ganhar daí...
Infelizmente utilizei a 1ª pessoa do plural neste texto...bom, admitir é o 1º passo para a cura...
Efectivamente, basta conhecer a escrita do Mia Couto, assim como um pouco da sua vida, maioritariamente passada em Moçambique, para perceber que o estilo não é dele e que o conhecimento de causa sobre a matéria é de alguém que conhece muito bem Portugal. De resto, parabéns à autora!
Se lerem atentamente o texto podem ver que não é generalizado é claro que não há regra sem excepção, mas adqua-se muito bem a muita gente desta epoca, quem não quer ser uma boa pessoa, um bom trabalhador em suma um bom cidadão, não é o mesmo que os que enveredam por um bom caminho, mal estariamos todos nós se fossdem todos maus.
eu sou desta geracao "a rasca" e identifico-me bastante com o que escreveu!
por acaso descobri o texto porque me foi enviado por e-mail atribuido ao mia couto...achei estranho e acabei por descobrir a "verdade" e ja avisei quem mo enviou.
(P.S. peco desculpa pela falta de acentuacao, teclado ingles.)
finalmente encontro alguém com a mesma opinião, eu tenho 26 anos e recuso-me a fazer parte de uma geração que se diz à rasca...eu diria que a esta geração falta é empreendorismo e atitude pro-activa esta manifestação parece não passa de uma birra contra um governo que mais parece ser um pai que não deu a semanada aos filhos para ir para os copos, sim não vejo qualquer problema ou questão especifica pelo qual protestam, ou apenas protestam porque se consideram a rasca? ponham os olhos na queima das fitas em Coimbra alguém já pensou para onde vai todo esse dinheiro?já alguém fez uma auditoria as contas da tão famosa associação de Coimbra?porque é que esse dinheiro que não e tão pouco assim não chega a todos se é de todos eles?esse dinheiro não ajudaria por exemplo a dar melhores condições aos estudantes?a baixar propinas?revoltem-se contra isso e ponham isso em causa era um bom começo para começarem a lutar por verdadeiras causas...adorei o comentário acerca desta temática e fico muito feliz de nem todos sermos a geração à rasca com ou sem dinheiro....
Só agora vi o esclarecimento de que este texto poderá não ser do Mia Couto - recebi-o por mail como sendo dele e por isso o postei pela sua oportunidade. De qualquer forma o que é dito é muita verdade e vale a pena pensar como vai esta geração, quase4 sempre à rasca, se não no presente, com as nuvens negras de um futuro mais do que incerto.
Um abraço,
Também recebi este texto em questão como sendo do Mia Couto, e porque concordo com o teor das palavras, também o postei no meu blog.
Assim sendo, embora inconscientemente o tenha postado com o autor errado, aqui fica o meu pedido de desculpas e vou de imediato proceder à respectiva correcção.
Com os melhores cumpts.
GM
E eu andava doida porque sabia que o texto não era de Mia Couto mas desconhecia o seu autor...
Obrigada por desfazer/esclarecer o equívoco.
;)
Boa cena, chavala.. Tas a trabalhar mto bem! Continua.. ;)
Boa tarde!
Li hoje o artigo sobre a Geração à Rasca e está de facto muito bem escrito. Há uns dias falava deste assunto com um amigo meu, e hoje li o seu texto e vi que é exactamente o que penso que escreveu.
Beijinhos
Por uma questão de divulgação de um texto, a meu ver convém que textos reflexivos como este em discussão venham explicitamente assinados no corpo do texto com um nome de gente (passe a redundância) e não por um nick.
José João.
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